19/02/2009
Lula promete, Haddad corrige
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, ao reinaugurar uma escola técnica em Planaltina, que o governo pretende dobrar o número de beneficiados pelo Programa Universidade para Todos (ProUni). Segundo Lula, a meta seria ampliar de cerca de 500 mil para 1 milhão a quantidade de pessoas atendidas pelo programa, que garante vagas a estudantes carentes no ensino superior em troca da concessão de benefícios tributários às universidades. O anúncio pegou de surpresa o ministro da Educação, Fernando Haddad, que estava sentado ao lado do presidente no palanque. Depois da solenidade, Haddad afirmou, de forma lacônica, que a medida estava “em estudo”. Mais tarde, no entanto, determinou à assessoria de imprensa do ministério que negasse a informação.
18/02/2009 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, ao reinaugurar uma escola técnica em Planaltina, que o governo pretende dobrar o número de beneficiados pelo Programa Universidade para Todos (ProUni). Segundo Lula, a meta seria ampliar de cerca de 500 mil para 1 milhão a quantidade de pessoas atendidas pelo programa, que garante vagas a estudantes carentes no ensino superior em troca da concessão de benefícios tributários às universidades. O anúncio pegou de surpresa o ministro da Educação, Fernando Haddad, que estava sentado ao lado do presidente no palanque. Depois da solenidade, Haddad afirmou, de forma lacônica, que a medida estava “em estudo”. Mais tarde, no entanto, determinou à assessoria de imprensa do ministério que negasse a informação.

Segundo assessores da pasta, o presidente misturou dados oficiais sobre as vagas existentes no ProUni, nas universidades públicas federais (227 mil) e nas instituições federais de ensino tecnológico (150 mil). Juntas, elas somam cerca de 900 mil. A assessoria lembrou que, para atingir o milhão mencionado por Lula, o governo aposta na inauguração de novos câmpus e instituições de ensino técnico. “Vamos inaugurar todas as escolas técnicas para a desgraça de alguns. Porque tem gente que está em universidade que, quando o governo cria oportunidade para os que não estão entrarem, fica dizendo: ‘Mas o governo está privatizando o ensino, está ajudando escola privada’. Podem gritar do jeito que quiserem”, declarou Lula.

“Eu sei o tanto que a minha mãe sonhava que eu chegasse à universidade, e o máximo que cheguei foi a um curso do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)”, acrescentou. Lembrado pela plateia de que mesmo assim conquistara a Presidência da República, Lula arrematou: “Mas não cheguei só por isso. Cheguei porque aumentou a confiança de vocês em mim e porque vocês não permitiram que o povo fosse utilizado como massa de manobra”.

Agenda social
Além do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Lula aposta nos investimentos na área social para enfrentar a agenda negativa da crise e manter o alto nível de aprovação popular do governo. Neste ano, por exemplo, quer inaugurar outras 99 escolas técnicas. Ontem, o presidente lembrou que, de 1909 a 2002, foram abertas 140 escolas técnicas no país. De 2003, quando assumiu o primeiro mandato, até 2010, quando terminará seu ciclo no Planalto, serão mais 174. A comparação entre os dados será usada na campanha presidencial do próximo ano, quando tentará fazer da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua sucessora.

“Tivemos longas décadas de retrocesso na educação brasileira. Era quase um descaso com a formação da futura geração do país.” Ontem, Lula também prometeu que entregará 95 extensões universitárias até 2010.
Fonte: Mec