06/01/2009 - Pela primeira vez, um brasileiro é eleito membro do Comitê Executivo do Conselho Educacional de Educação Aberta e a Distância ICDE.
O Conselho Internacional de Educação Aberta e a Distância – ICDE (International Council for Open and Distance Education) elegeu o Prof. Fredric Litto, presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância – ABED, como membro de seu recém-eleito Comitê Executivo. O Brasil agora ocupa lugar de destaque nesta instituição reconhecida pela ONU na área de EaD com abrangência mundial. Além do nosso país, estão representantes da Nova Zelândia, Reino Unido, Canadá, África do Sul e Argentina.
"Com certeza, o sucesso do ICDE22, organizado no Rio de Janeiro em 2006, quando nosso país foi escolhido para ser sede mundial do evento pela importância e crescimento vertiginoso da EaD em nosso país, auxiliou sobremaneira na minha indicação. O Brasil agora está completamente inserido no cenário mundial da EAD. Vamos divulgar, ainda mais, as importante conquistas brasileiras na aprendizagem aberta e a distância que vem ocorrendo no Brasil. E elas são muitas e motivantes", revela o Prof. Litto.
Segundo o presidente da ABED, com o desenvolvimento tecnológico surgido nos últimos anos, principalmente em relação à Internet, a variedade de cursos a distância cresceu muito. "Hoje, uma pessoa que resida numa pequena cidade do interior do Nordeste, por exemplo, pode realizar um curso de altíssimo nível ministrado pelos melhores professores das grandes cidades brasileiras; é uma forma de fomentar e democratizar o acesso à educação, elevando a qualidade educacional da população e a inclusão social", revela. Ele cita como exemplo a reportagem veiculada nos principais meios de comunicação do Brasil, há dois meses, em que alunos que estudaram a distância apresentaram melhores resultados do que os fizeram presencialmente no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).
Litto afirma, também, que a educação a distância é a principal forma de combater as dificuldades encontradas pelos alunos na realização de um curso. "Não há recursos financeiros para a construção de novas salas de aula ou tempo adequado para a formação de novos docentes; com isso, passou a existir uma demanda reprimida para acesso ao ensino no Brasil que aponta para a necessidade de triplicar o número de vagas nos próximos anos através de uma aprendizagem flexível", conclui o Presidente da ABED. |