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Sábio do palco. Esta expressão foi usada recentemente para referir-se à postura do professor em sala de aula. O tom é pejorativo por colocar o profissional como que se estivesse sobre um palco para exibir-se, apresentar um número, se expor de forma teatral ou “artística”. Ao chamar de sábio impinge-se a imagem de portador da informação, o único que possui a relevância informativa, logo, o que detém conhecimento. É lamentável que a expressão tenha sido usada para satirizar a profissão, mas não se pode desconsiderar que existem profissionais de sala de aula que se comportam como sábios e do alto de seus palcos expelem conteúdo de forma pouco atrativa e, muitas vezes, anti-didática.

 
A postura de professores que se isolam na condição de oráculo e condicionam à estagnação os hábitos adotados na sala de aula não colaboram com a inserção do indivíduo contemporâneo no ambiente de troca e compartilhamento de informação.

 
É sobre a necessidade de reinventar-se na sala de aula que trataremos hoje.

 
Uma pesquisa recente da Unesco mostrou que 67% dos estudantes de países em desenvolvimento consideram o smartphone como uma ferramenta válida para a leitura. Pode parecer simples, mas tendo esta afirmação vinda diretamente dos jovens entrevistados é necessário interpretar como a educação pode se beneficiar deste dado relevante.

 
A exposição de conteúdo pelo professor disputa, muitas vezes, atenção com a necessidade do aluno de estar conectado. O docente pode se ver refém de um modelo convencional de exposição de conteúdo e participante de uma disputa desleal de atenção com o aparelho.

 
Sendo assim, por que não inserir a tecnologia presente nas mãos da esmagadora maioria dos alunos no processo de ensino, levando em consideração que os próprios alunos consideram como um recurso válido para a leitura. O grande paradoxo é que a leitura exercida pelos estudantes é de conteúdo secundário com pouca ou nenhuma relação com o explanado em sala.

 
O que é preciso considerar é que os modelos presentes e acessíveis de modernização da comunicação e tecnologia podem e devem ser utilizados para gerar engajamento e funcionarem como facilitadores do processo didático, cognitivo e funcional da educação.

 
A Qualinfo é parceira do Google na modernização da sala de aula. Ao integrar dispositivos eletrônicos como notebooks, tablets e smartphones ao processo educativo tem-se naturalmente uma imersão no ambiente do aluno. Substituir fichas e questionários impressos pelo dinamismo e interação de plataformas online onde a web é o “caderno” necessário para a dinâmica funcional do aprendizado. A educação precisa estar na vanguarda do processo de evolução social.

 
Estar preparado para absorver indivíduos formados pelas mudanças do mundo é papel das instituições de ensino.
O que a sua instituição tem feito?

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